SOMOS ESPÍRITOS IMORTAIS

SOMOS ESPÍRITOS IMORTAIS

quarta-feira, 29 de junho de 2011

SÃO PEDRO - SANTOS DE JUNHO III

São Pedro, o Fundador da Igreja Católica.




São Pedro, o Apóstolo e o pescador do lago de Genezareth, cativa seus devotos pela história pessoal. Homem de origem humilde, ele foi Apóstolo de Cristo e depois encarregado de fundar a Igreja Católica, tendo sido seu primeiro Papa.

Considerado o protetor das viúvas e dos pescadores, São Pedro é festejado no dia 29 de junho, com a realização de grandes procissões marítimas em várias cidades do Brasil. Em terra, os fogos e o pau-de-sebo são as principais atrações de sua festa.


Depois de sua morte, São Pedro, segundo a tradição católica, foi nomeado chaveiro do céu. Assim, para entrar no paraíso, é necessário que o santo abra suas portas. Também lhe é atribuída a responsabilidade de fazer chover. Quando começa a trovejar, e as crianças choram com medo, é costume acalmá-las, dizendo: "É a barriga de São Pedro que está roncando" ou "ele está mudando os móveis de lugar".


No dia de São Pedro, todos os que receberam seu nome devem acender fogueiras na porta de suas casas. Além disso, se alguém amarrar uma fita no braço de alguém chamado Pedro, ele tem a obrigação de dar um presente ou pagar uma bebida àquele que o amarrou, em homenagem ao santo.





terça-feira, 28 de junho de 2011

OS SINAIS FÍSICOS DA TRANSIÇÃO

Os sinais físicos da Transição
- Rachaduras - Liquefação - Sinkhole


Fonte: Matéria enviada por e-mail


Muitos estão preocupados com a data de 21 de dezembro de 2012, esperando que algo mágico aconteça ou uma grande catástrofe mundial. Um salto quântico onde todos os problemas da humanidade serão resolvidos como num passe de mágica.


Os maias deixaram a profecia de que o mundo passaria por uma transformação e que seu messias voltaria no mesmo período. Eles eram exemplos de inteligência mas não de evolução. Matavam, sacrificavam, mutilavam, escravizavam e faziam isso em nome de seus Deuses, para idolatrá-los e hora pacificá-los. Uma civilização que simplesmente desapareceu deixando rastros apenas nas pirâmides e alguns textos que não foram destruídos pelos “homens brancos”.

Os hopis também profetizam uma época de transformação e da volta de seu messias. Mas as profecias dizem que a transformação depende das escolhas que cada ser nesse planeta fizer.


Os católicos e evangélicos esperam pelo dia do juízo final, pelo apocalipse, anti-cristo e também aguardam a volta de seu messias.

O pessoal da Nova Era espera a chegada da Confederação Galáctica, resgates e auxílio do povo das Estrelas para transformar a Terra num planeta onde reina o amor, a paz, a solidariedade.

Os espíritas acreditam na transformação lenta e gradual, Espíritos mais evoluídos estariam encarnando na Terra enquanto os “atrasadinhos” estariam construindo sua morada em outras “Terras” e assim se daria a transformação do nosso planeta que seria de expiação num planeta de regeneração.

Muitas são as previsões de uma data certa para o fim do mundo, passa-se o dia marcado e o Sol nasce como no dia anterior, então o que pensar sobre 21 de dezembro de 2012?




Pense o mesmo sobre as outras datas, o Sol nascerá em 22 de dezembro de 2012, como nasceu em 21 de dezembro de 2012. O Universo não tem relógio, então marcar data para “um fim” é usar um relógio muito incerto que mais danos pode causar do que ajudar.

Transição não é “um fim” e sim um estado intermediário, é normal a confusão porque somos todos imediatistas, desejamos hora, datas e que tudo aconteça instantaneamente sem esforço.

Precisamos de exemplos, alguém em quem nos espelhar, alguém que nos diga o que pensar, o que fazer, como se comportar porque estamos estagnados, perdemos o vínculo com o eu interior, com o deus interior, com o exemplo interior, que tudo sabe porque já experimenta há milênios.



Esse jogo de encarnar, desencarnar, esquecer e encarnar nos ilude a ponto de pensarmos que nada sabemos ou podemos, quando na verdade tudo que precisamos está impregnado em nossa essência, ela sabe o que precisamos, o que pretendemos, o que buscamos. O problema está em não ouvi-la, porque a maioria desaprendeu a escutar o interior.


Você acha que está aprendendo quando na verdade está lembrando. Você se preparou para encarnar nesse período, antes de toda transição ocorrem os sinais e você está apto a enxerga-los.

Quando saímos da infância e entramos na adolescência, passamos por verdadeira mutação biológica, menstruação, espinhas, mudanças e descobertas no novo corpo “novo” que se desenvolve, irritabilidade, revolta, recolhimento, um misto de mudanças que ocorrem num curto espaço de tempo, para dar início o que mais tarde chamamos de fase adulta, mesmo que alguns continuem adolescentes até a morte...

O que acontece no nosso corpo acontece também na Terra. Não espere por 21 de dezembro de 2012 para enxergar os sinais da transição, porque eles já estão visíveis para quem tem olhos para ver. Dia 22 de dezembro de 2012 chegará mas em condições diferentes do mundo que conhecemos.

Uma nova Era do Gelo se aproxima, antes de cada arrefecimento global, existe um período de aquecimento global. Quando o pico solar do ciclo 24 em 2012 ou 2013 acabar, é esperado um ciclo com a mais baixa atividade solar desde que se tem medição e as minis eras de gelo estão sempre acompanhadas de baixa atividade solar, MAS, antes disso é possível e ESPERADO que uma furiosa e poderosa erupção solar (CME) atinja a Terra que pode destruir toda a comunicação por satélites e danificar as redes elétricas do mundo.


sol

O governo dos EUA e Reino Unido estão levando a sério essa ameaça e estão se preparando para fazer cortes de energia controlada para suas fontes de energia elétrica nacional em resposta a um aviso de uma forte tempestade solar atingir a Terra.

Em uma entrevista com The Independent, Thomas Bogdan, diretor do Space Weather Prediction Center, disse que controlar o poder "interrupções" vai proteger as redes de eletrecidade Nacional contra danos que poderiam levar meses ou mesmo anos para reparar se uma grande tempestade solar colidir com Terra sem precauções.

Algumas horas sem energia cria uma série de transtornos, horas causam acidentes, dias causariam catástrofes. Além dos problemas urbanos, não podemos esquecer das usinas nucleares que dependem da rede elétrica para refrigerar os reatores atômicos, o que aconteceu em Fukushima, ou melhor está ainda acontecendo, pois há fortes evidências de que uma nova explosão aconteceu no dia 14 de junho, aconteça no mundo inteiro. Seriam centenas de bombas atômicas explodindo pela Terra.

No Havaí neva em pleno verão! Não é algo inédito, mas não acontecia nos últimos 30 anos .


Tempestades, furacões, tornados, enchentes e vulcões. Até parece que está virando moda, toda a confusão que os vulcões estão causando pelo mundo, imagine quando a reação em cadeia começar acontecer, algo mais que colaboraria com uma nova Era Glacial.

Vulcão na Eritreia lança nuvem de cinzas a 15 km de altitude e não existem registros históricos de erupções anteriores...
Cinzas de vulcão do Chile paralisam aeroportos na Argentina e no Uruguai

O vulcão Kamchatka iniciou a sua actividade com uma nuvem de cinzas vulcânicas de cinco quilômetros de altura.

O Vulcão equatoriano Tungurahua, neste sábado(30), lançou pedras piroclásticas do tamanho de caminhões a mais de uma 1,5 Km de distância, em uma forte erupção, que levou pelo menos 300 pessoas a fugir de suas casas, disseram as autoridades.

O vulcão Taal nas Filipinas gerou 115 terremotos em 24 horas e pode entrar em erupção a qualquer momento.

O vulcão Dieng na Indonésia começou a expelir gases venenosos dando provas de que está acordando.

Vulcão entra em erupção no Havaí

E a Terra está rachando aos pouquinhos...

Uma cratera de 50 metros de comprimento e quatro metros de profundidade se abriu na ilha do Báltico e os geólogos também não sabem explicar o que aconteceu.

Em Nova Iork, uma área de 82 hectares de massa de terra ao lado de uma montanha está movimento. “É o maior deslizamento de terra na história do Estado." Causando fissuras e condenando casas no local. Cientistas de todo o país estão se concentrando lá para estudar o fenômeno que ainda ninguém sabe explicar. Os cientistas dizem que não tem idéia de quando a Mountain Porter Little vai parar de se mover ou quantos bairros serão varridos antes do desastre terminar.

Em Quebec no Canadá apareceu cerca de 40 buracos entre 5 e 8 metros de diâmetro ainda não explicados pelos especialistas


Esses buracos de dimensões aterradoras são conhecidos como Sinkhole. Até hoje não existe uma explicação plausível nos termos científicos conhecidos para esses fenômenos que estão acontecendo por toda a parte.

As desculpas são sempre as mesmas, chuvas intensas e redes de esgotos rompidos que provocam erosão, mas na minha humilde opinião, a terra está cedendo ao movimento da crosta terrestre. Até quando e em que proporções?!

Fato interessante seria lembrar também dos bueiros que também sem explicação plausível estavam explodindo no Rio de Janeiro

Rio: bueiro explode em Copacabana e fere casal de americanos



Liquefação
"A liquefação do solo descreve o comportamento de solos que, quando carregados, repentinamente sofrem uma transição de um estado sólido para um estado líquido, ou ficam com a consistência de um líquido grosso".

O terremoto no Japão provocou a liquefação - água do lençol freático sendo forçado a sair do chão! Não é um cano quebrado! Este é o fenômeno chamado de liquefação, e acontece quando o lençol freático é misturado com o material de agitação, e neste caso forçada através de fendas no solo.

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=ODTu3cZ2AVs

O mesmo aconteceu no terremoto de Christchurch - e o vídeo exibe uma animação de como o fenômeno acontece

http://www.youtube.com/watch?v=j-hyOwsl_NY&feature=player_embedded


O filme 2012 foi uma decepção em termos de informação, mas quem procura acha, eu me lembrei de uma cena do filme e transcrevi o trecho abaixo:

..Não percebemos a liquefação do solo que havíamos previsto e nem a propagação de fratura nas placas tectónicas, a atividade sísmica no oeste não está sendo causada por terremotos normais e essas rachaduras não tem nada haver com a movimentação de falhas...
..a crosta terrestre se desestabilizou...precisa começar a evacuação...

...Segundo as últimas informações sobre as medições de Yellowstone, a temperatura da crosta subterrânea, ou seja, o cimento que segura nossa massa de terra, está aumentando rapidamente, mais rápido do que prevíamos, por causa disso, observamos uma rápida instabilidade polar, os campos magnéticos diminuiram em mais de 80% nas últimas 48 horas...

..Eles perguntam quanto tempo resta e ele responde, talvez 3 dias se tiverem sorte...

...36 horas sem atividade sísmica no sul da califórnia, o que é muito raro...

Bom, cientistas que estudam e monitoram o supervulcão Yellowstone que tem uma caldeira com mais de 60 km de diâmetro observaram que o vulcão deu uma respirada maior que o habitual e uma grande área do parque se elevou mais de 25 cm de altura numa velocidade surpreendente e vários lugares agora tem imensas rachaduras profundas que foram abertas por isso, inclusive na caldeira, com perda de magma por kilômetros terra a dentro. Os cientistas disseram que é um caso extraordinário de pressão vulcânica jamais visto e que não sabem se estamos lidando com uma pré-erupção.

O físico Michio Kaku disse quue há problemas fervilhando no subsolo e não é brincadeira e que não há maneira de determinar precisamente quando a explosão vai ocorrer, mas o inchaço indica que existe atividade subterrânea.

No dia 22 de dezembro de 2012, o Sol nascerá num mundo diferente do que conhecemos hoje, mas isso de modo algum significa que os acontecimentos se darão em apenas um dia, como num passe de mágica no dia 21. Já está acontecendo! E nós estamos acompanhando todo o processo que se estende “lentamente” e a cada dia nos fortalecendo espiritualmente para encarar com coragem essa difícil transição.

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=ZtTmnXt1TUQ

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=sAvSGRK7aK0


http://www.youtube.com/watch?v=vmcKH162cS8&feature=player_embedded

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=tTzccOwTq_M


http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=emN6M4nBcdU

http://www.youtube.com/watch?v=iunMFOsxhHI&feature=player_embedded

http://www.youtube.com/watch?v=iunMFOsxhHI&feature=player_embedded
http://www.youtube.com/watch?v=yXjfE80c9_I&feature=player_embedded

http://www.youtube.com/watch?v=ouGX8IQ8Cx0&feature=player_embedded

http://www.youtube.com/watch?v=Hdyjv89vooU&feature=player_embedded













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sábado, 25 de junho de 2011

Perdão – o Poder Para Mudar o Passado

 
Perdão – o Poder Para Mudar o Passado -
Lewis B. Smedes

Perdão, poder que muda o passado.
Na violência criativa do amor, você entra no passado inalterável e corta fora
 a ofensa da pessoa que o feriu, você apaga o machucado dos arquivos do coração.


Na violência criativa do amor, você entra no passado inalterável e corta fora a ofensa da pessoa que o feriu, você apaga o machucado dos arquivos do coração.
Quando consegue realmente fazer isso, você faz uma coisa, a única coisa, que pode solucionar a inevitabilidade da dor do seu passado.
 A graça para fazer isso vem de Deus. A decisão de fazê-lo é sua.



Dois anseios dominam a maior parte das nossas vidas.
Ficamos ansiosos diante do passado inalterável; almejamos recriar segmentos das nossas histórias particulares, entretanto somos acorrentados a eles.
Ficamos ansiosos, também, diante do futuro imprevisível; desejamos controlar nossos destinos, porém não conseguimos colocá-los sob a nossa gerência. Dessa forma, dois anseios básicos, que estão por trás de quase todos os demais, são frustrados: não somos capazes de alterar o passado doloroso nem controlar o futuro ameaçador.



Deus oferece duas respostas aos nossos anseios mais profundos.
Ele recria nosso passado através de perdoá-lo.
 Ele controla nosso futuro através de fazer e cumprir promessas.
Ao perdoar-nos, muda nosso passado. Ao dar-nos promessas, assegura o nosso futuro.



Por meio da graça de Deus, podemos partilhar do seu poder para mudar o passado e controlar o futuro. Nós, também, podemos e devemos perdoar.
 Nós, também, podemos fazer promessas e cumpri-las.
 Aliás, ao participarmos desses dois poderes divinos, tornamo-nos mais valentemente
humanos e mais maravilhosamente livres.





O Que Fazemos Quando Perdoamos?

Vejo três estágios em todo ato de perdoar: sofrimento, cirurgia espiritual e recomeço.
 O primeiro estágio, sofrimento, cria as condições que requerem o perdão.

 No segundo estágio, executamos a ação essencial do perdão que consiste na cirurgia espiritual que o perdoador efetua em sua própria memória.




Completamos a ação e a levamos à consumação no terceiro estágio, quando o perdoador recomeça o relacionamento com a pessoa perdoada.



1. Sofrimento


Ninguém pode realmente perdoar se não foi ferido.
 Reduzimos o milagre a uma indulgência barata quando dizemos que estamos perdoando pessoas que não chegaram a realmente nos ferir.
 Ademais, nem todas as injúrias precisam ser perdoadas.
Há algumas feridas que podemos engolir, desprezar ou atribuir ao simples risco de sermos vasos de barro num mundo turbulento.
Não devemos procurar aplicar o perdão quando o que é necessário é apenas um pouco de generosidade espiritual. Considere os seguintes exemplos:
Irritações. As pessoas nos irritam quando chegam atrasadas aos compromissos,
quando contam casos entediantes no almoço ou quando cortam a fila à nossa frente no caixa do supermercado.
Derrotas. Algumas pessoas se saem bem em situações em que nós falhamos;
 conseguem promoções quando somos ignorados; ganham os prêmios cobiçados por nós; sempre parecem estar ali à nossa frente – e para piorar ainda mais, são justamente os nossos amigos.
Desfeitas. As pessoas que são importantes para nós nos ignoram;
 professores que adorávamos esquecem os nossos nomes dois anos depois da nossa formatura;
pastores que amamos nunca nos convidam para seu círculo íntimo;
o patrão nem nos convida para o casamento da filha.
Todos esses exemplos podem constituir feridas,
 mas não são do tipo que requer perdão.
Tais porções e fragmentos de sofrimento demandam tolerância,
magnanimidade, indulgência, humildade – mas não perdão!

As feridas que requerem perdão são aquelas que são, ao mesmo tempo, profundas e morais.
São profundas porque retalham a fibra que nos mantém unidos em relacionamentos humanos.
São morais porque são erradas, injustas, intoleráveis.
Não podemos passar por cima ou ignorá-las;
não podem ser desprezadas, como se fossem insignificantes.
Não podemos simplesmente escusá-las como resultado da condição humana.

Há duas espécies de ferida que precisam ser tratadas com o milagre do perdão.
São atos de deslealdade e atos de traição.
 Pode ser que haja outros tipos de ferida que requeiram perdão
e que não se enquadrem nessas categorias, mas a maioria se enquadra.

O que é um ato desleal?
Uma pessoa é desleal se tratar você como um estranho quando,
na verdade, pertence a você como amigo ou parceiro.
Todos nós somos ligados a algumas pessoas especiais
por meio das fibras invisíveis de lealdade.
 Os vínculos que possuímos nos dão a nossa identidade:
 somos o que somos, no sentido mais profundo,
por causa das pessoas às quais pertencemos.
 É por isso que a deslealdade é tão séria.
Quando alguém que nos pertence nos trata como estranho,
ele cava uma fossa ou edifica uma muralha entre nós dois e,
ao mesmo tempo, agride nossa própria identidade.
Palavras como “abandonar”, “desamparar” ou “deixar na mão” vêm à mente:
ex: O marido tem um caso com a melhor amiga da sua esposa.
Um parceiro que prometeu ajudar com um empréstimo
volta atrás no último momento por causa da chance de
obter maior lucro com seu dinheiro em outro lugar.
Seu pai não comparece na cerimônia em que você será premiado
por uma realização muito importante.
Todos esses exemplos têm a mesma característica injuriosa em comum:
alguém que lhe pertence por alguma promessa declarada ou não declarada o trata como se fosse um estranho.

Aperte o parafuso mais um pouquinho, e a deslealdade torna-se traição.
Assim como a deslealdade transforma pessoas que pertencem uma à outra em estranhas,
a traição as transforma em inimigas.
Somos desleais quando deixamos alguém na mão.
Somos traidores quando o retalhamos em pedaços.


Pedro foi desleal quando negou que conhecesse o Senhor.
Judas foi traidor quando entregou Jesus aos seus inimigos.

Você me trai quando pega um segredo que lhe confiei e o
revela a alguém que pode usá-lo contra mim.
Você me trai quando, como meu irmão, me envergonha diante de pessoas de destaque,
sem que eu tenha qualquer chance de defesa própria.
Esses exemplos têm a mesma característica injuriosa em comum:
alguém que tem compromisso de estar ao seu lado age contra você como um inimigo.


2. Cirurgia Espiritual

O segundo estágio do perdão envolve a resposta interior
da pessoa ferida àquele que a feriu.
Embora ocorra na mente e no coração do perdoador,
 pode nem ser percebida pela pessoa perdoada
– pelo menos, não imediatamente.
Consiste na operação espiritual que o perdoador precisa executar dentro de sua própria memória.

Quando você perdoa alguém, você recorta o ato danoso,
separando-o da pessoa que o praticou.
Você desprende a pessoa do seu ato ofensivo.
Você a recria.
Em um instante, você a identifica, de forma irreversível, como a pessoa que lhe fez o mal.
No instante seguinte, você muda essa identidade.
Ela é recriada em sua memória.
Você passa a pensar nela, agora, não como a pessoa que lhe causou a ferida,
mas como uma pessoa que precisa de você.
Você a sente agora, não como a pessoa que o fez sentir rejeitado,
mas como alguém que lhe pertence.
Antes, você a tachava como uma pessoa extremamente maldosa;
agora a vê como alguém que sofre de fraquezas e necessidades.
Você recria seu passado através de recriar a pessoa cujo erro lhe causou a dor.

Você não tem o poder para recriar a pessoa lá fora, no seu ser, no mundo exterior.
 O que ela fez está vinculada àquilo que ela é.
 A ofensa que cometeu está acorrentada à pessoa dela.
Contudo, quando você a recria em sua memória, ali, no seu interior,
 ela foi alterada por meio de cirurgia espiritual.

Deus perdoa dessa mesma forma.
Ele nos liberta do pecado assim como uma mãe lava a sujeira do rosto de uma criança,
 ou como uma pessoa remove um fardo das suas costas,
coloca-o sobre um bode e manda o bode correndo para longe, no deserto.
 As metáforas que a Bíblia usa apontam para uma cirurgia na memória de Deus,
que muda o que ele pensa a nosso respeito.

Às vezes, este segundo estágio é o máximo que se pode alcançar.
Às vezes, temos de perdoar a pessoas que já faleceram e se foram.
Às vezes, precisamos perdoar a pessoas que não querem ou não aceitam nosso perdão.
Às vezes, nosso perdão não consegue ir além dessa etapa de realizar
uma cirurgia espiritual na nossa memória.

3. Começando de Novo



O milagre do perdão começa quando duas pessoas distanciadas recomeçam seu relacionamento. Um homem estende a mão para a filha alijada e diz: “Quero ser seu pai outra vez”. Uma mulher estende sua mão e diz: “Quero ser sua esposa, sua companheira outra vez. Vamos nos reconciliar, vamos pertencer um ao outro novamente”.

Reconciliação é o religamento entre pessoas que estavam rompidas,
mas pertencem uma à outra.
É o início de uma nova jornada juntas.
Precisamos recomeçar do ponto em que estivermos,
não esperar por um ponto ideal para nos religarmos.
Ainda não compreendemos bem o que aconteceu.
Há pontas soltas que não foram amarradas.
Perguntas embaraçosas e dolorosas ainda não foram respondidas.
 O futuro é incerto; sem dúvida, ainda causaremos dor uma à outra
e precisaremos experimentar outras vezes o perdão.
Mas temos de recomeçar no ponto onde estivermos.

Como Perdoamos?


Sinto-me na obrigação de dizer algo sobre como se perdoa - mas não posso; não sei como perdoar. Alguém disse que o perdão, como o amor, pertence-nos apenas de “mentirinha”; essencialmente não conseguimos praticá-los.

Talvez seja verdade. Entretanto, praticamo-los assim mesmo –
às vezes!
 Como amadores desajeitados, com certeza, mas,
apesar de tudo, amamos e perdoamos.

Quero apontar, apenas, três coisas que tenho notado a respeito das pessoas que perdoam:

1. Perdoam lentamente. Pode ser que existam alguns perdoadores instantâneos, mas são muito raros.
 Não devemos esperar a capacidade de perdoar feridas profundas muito rapidamente.
C. S. Lewis tinha um professor quando era menino que era um monstro.
Ele guardou ódio contra aquele sadista acadêmico durante quase toda sua vida.
Poucos meses antes do final de sua vida, Lewis escreveu para sua amiga americana: “
Prezada Mary... Foi só há poucas semanas que descobri, de repente,
que havia finalmente perdoado aquele professor cruel que lançou uma nuvem tão escura sobre minha infância.
Fazia muitos anos que eu tentava fazer isso”.
                                    Essencialmente, não somos capazes de perdoar;
mas, depois de um tempo, torna-se possível.
 Deus leva muito tempo com tantas coisas.
Por que não deveríamos ter paciência com nós mesmos
quando se trata de um milagre tão imenso como o perdoar?

2. Perdoam em comunidade. Será que alguém consegue perdoar sozinho?
Acho que eu não seria capaz.
Preciso de pessoas que sentem a dor que eu sinto, que odeiam como eu odeio.
 Preciso de pessoas que precisam lutar tanto quanto eu para alcançar a disposição de perdoar.
 Eu só conheço o processo coletivo para alcançar o perdão.
Se você consegue chegar lá sozinho, ótimo;
contudo, se não conseguir se livrar do videoteipe da dor do passado,
procure uma comunidade de perdoadores lentos. Eles vão saber ajudá-lo.

3. Eles perdoam à medida que são perdoados.
Na prática, a pessoa que perdoa não consegue distinguir muito entre
o sentimento de ser perdoado e de perdoar.
Somos uma mistura tão grande de pecador e vítima de outros pecadores
que é impossível perdoar as pessoas que nos ofendem
sem sentir que nós também estamos sendo libertos.
Esperar para alguém se arrepender antes de lhe perdoarmos
 é entregar o nosso futuro à pessoa que nos feriu.

Perdoar é:
   Colocar no chão uma mochila de 20 kg
depois de subir 15 km numa encosta de montanha.

               Libertar um prisioneiro e descobrir que o prisioneiro era você.

               Dançar ao ritmo do coração perdoador de Deus.

     Nosso único escape da injustiça cruel do passado e 
                nossa única passagem às possibilidades criativas do futuro.

                 O poder mais criativo concedido ao espírito humano e o
                        poder de curar as feridas de um passado que não se pode mudar.

                            Uma jornada: quanto mais profunda a ferida, mais longa ela será.

                        A cura da dor e não a tentativa de evitá-la.


(Lewis Smedes (1921-2002) era professor de teologia e ética em Fulness Seminary, na Califórnia, EUA, e autor de vários livros, como “Forgive and Forget” (Perdoe e Esqueça) e “The Art of Forgiving” (A Arte de Perdoar). Este artigo apareceu originalmente na edição de 7 de janeiro de 1983, da revista “Christianity Today”. Traduzido e publicado com permissão de Christianity Today International, Carol Stream, IL, EUA. Para mais informações acesse http://www.christianitytoday.com/.)
Fonte: www.revistaimpacto.com.br




























quinta-feira, 23 de junho de 2011

CORPUS CHRISTI

O dia de Corpus Christi acontece 60 dias após a Páscoa, que cai sempre numa quinta-feira.
É uma data comemorativa criada pelo Papa Urbano V, no ano de 1240.

Maria partiu para visitar Isabel:
daí a primeira procissão do Corpus Christi.


Naqueles dias, Maria pôs-se a caminho para a região montanhosa, dirigindo-se apressadamente a uma cidade de Judá.
A fórmula "naqueles dias", freqüente em Lucas, é usada aqui para interligar o relato da visita a Isabel com o relato anterior do anúncio do anjo e com o cântico do Magnificat que segue.

Depois de seu consentimento, Maria ficou grávida de Jesus e foi invadida por uma alegria literalmente entranhável.
 No seu seio começou a crescer, nutrido com seu sangue, o Verbo que assumiu nossa carne.
A primeira palavra da saudação do anjo,"Alegra-te!", tornou-se em Maria uma realidade visceral.

Depois de permanecer durante alguns momentos em silêncio, agradecendo e adorando, Maria sentiu a necessidade imperiosa de comunicar sua imensa alegria aos outros.

Aquela que se definiu a si mesma como "a Serva do Senhor" é apresentada como protagonista do relato da visita a Isabel desde o início.

Ela é o sujeito dos quatro verbos dos dois primeiros versículos:
"Pôs-se a caminho", "foi com toda pressa", "entrou na casa de Zacarias", "saudou Isabel".

O verbo "pôr-se a caminho" tem em Lucas o significado teológico de disponibilidade e obediência aos planos de Deus.

A prontidão de Maria é ainda mais enfatizada pelo uso da preposição "para" (eis), repetida três vezes nos dois versículos.

A expressão "apressadamente" não quer descrever o estado psicológico de Maria, nem acentuar, primária e diretamente, a presteza externa com que parte.

O que o evangelista quer sublinhar é a atitude interior de fé e de obediência de Maria. Sua "pressa" está dinamizada pelo fervor interior, pela alegria e, sobretudo, pela fé.

Maria parte para as montanhas de Judá, não para verificar o que lhe foi dito pelo anjo, mas movida pelo desejo de ver o que Deus operou em Isabel, para congratular-se com ela, para com ela partilhar a graça que ela própria recebeu e para ajudar sua parenta nos últimos meses da gravidez.

A autocompreensão e a conduta de Maria, "a Serva do Senhor", antecipam a autocompreensão e a prática de Jesus, que veio "não para ser servido, mas para servir".

Durante a longa viagem de Nazaré a Ain Karim, Maria recorda as palavras do diálogo com o anjo, "ponderando-as no seu coração".

Toda a sua atenção está voltada para o "Filho do Altíssimo" que carrega no seu seio. Jesus, nosso Salvador, está sendo incessantemente gestado, nutrido e carregado no seio de Maria de Nazaré,
 uma mulher de nossa raça.

Podemos dizer, portanto, com J. L. Martín Descalzo, que a viagem de Maria de Nazaré até as montanhas da Judéia foi "a primeira procissão do Corpus Christi".

O corpo da Virgem de Nazaré foi o ostensório vivo que carregou pela primeira vez o corpo de Cristo, ostensório mais precioso que todos os que serão feitos, de ouro e de pedras preciosas, pelos mais famosos ourives ao longo dos séculos.


Reflitamos sobre nós mesmos.
Se realmente acreditarmos que Jesus - agora já ressuscitado - está dentro de nós, nossa atenção estará, como esteve a de Maria, centrada nele; ele será nosso tesouro e nós seremos seus portadores.
 À medida, porém, em que, como Maria, fizermos a experiência de ter sido agraciados por Deus, não ficaremos fechados em nós mesmos, mas sairemos para proclamar as maravilhas que Deus operou em nós.

Iremos ao encontro dos outros para partilhar com eles nossa alegria e para nos alegrar com as bênçãos que eles receberam.
 Em outras palavras, quem experimentou a presença do Salvador, não o guarda só para si; leva-o aos que estão longe, leva-o aos que estão esperando por ele, mesmo que o caminho seja longo e ainda que seja necessário enfrentar toda sorte de dificuldades e obstáculos.

Este texto foi extraído do Livro "Assumiu a nossa Carne e acampou entre nós", do Pe Álvaro Barreiro











quarta-feira, 22 de junho de 2011

SÃO JOÃO BATISTA-SANTOS DE JUNHO II

 realizava batismos à margem do rio Jordão, em Israel,
batizou o próprio JESUS CRISTO 
Hoje é dia de São João, então para quem como eu não sabe da história do santo, publico aqui uma matéria da Revista Bons Fluidos. O texto é de WILSON F. D. WEIGL.

                "Dos santos das festas juninas, são João talvez seja o menos conhecido.
 Antônio é o famoso casamenteiro, Pedro, o apóstolo de Jesus e guardião da chave do céu, e João? Quem foi o santo que, nas bandeiras dos mastros, é sempre representado ainda jovem, segurando o carneiro?

João Batista é um personagem importante da Bíblia. “O Novo Testamento descreve as pregações e os batismos que ele realizava à margem do rio Jordão, em Israel, e que atraíam inúmeros fiéis.
Um dos batizados foi o próprio Jesus Cristo”, diz o teólogo e escritor Ed René Kivitz, de São Paulo. Ainda segundo os escritos sagrados, João era um eremita e vivia numa gruta no deserto.

No ritual de mergulho nas águas do rio, que ele chamava de Batismo de Arrependimento, João insistia que os judeus fizessem penitência e se preparassem para a iminente chegada do messias – o Cordeiro de Deus. Por isso, sua associação com o filhote de carneiro. “João foi um líder espiritual de grande expressão em sua época”, continua o teólogo Ed Kivitz. “É considerado o primeiro profeta de Israel depois de um lapso de 400 anos sem profetas.”

 é sempre representado ainda jovem, segurando o carneiro


Por ser filho de Isabel, prima de Maria, João Batista era também primo de Jesus em segundo grau. Sua história teve um final trágico. Degolado, sua cabeça foi oferecida numa bandeja para Salomé, filha do imperador Herodes. Onze séculos depois, na Idade Média, o santo se tornou popular quando os cavaleiros hospitalários e templários – guerreiros cristãos que defendiam Jerusalém dos muçulmanos – o adotaram como patrono.



“São João, acende a fogueira do meu coração.” A alusão ao fogo na letra dessa canção popular também tem origem na Bíblia. Segundo se narra, Maria e Isabel, grávidas ao mesmo tempo, combinaram que a primeira a ter o bebê avisaria a outra, acendendo uma fogueira que pudesse ser avistada a distância no deserto da Judéia, onde viviam. Santa Isabel foi a primeira a acender o fogo, quando nasceu João.



É por isso que hoje as fogueiras são parte fundamental dos festejos do dia 24 de junho, assim como os foguetórios e balões que, segundo a tradição, acordam o santo, que é muito dorminhoco. Mas também extremamente festeiro.



ORAÇÃO A SÃO JOÃO BATISTA

São João Batista, voz que clama no deserto: "Endireitai os caminhos do Senhor... fazei penitência, porque no meio de vós está quem não conheceis e do qual eu não sou digno de desatar os cordões das sandálias", ajudai-me a fazer penitência das minhas faltas para que eu me torne digno do perdão daquele que vós anunciastes com estas palavras: "Eis o Cordeiro de Deus, eis aquele que tira os pecados do mundo".
São João, pregador da penitência, rogai por nós. São João, precursor do Messias, rogai por nós. São João, alegria do povo, rogai por nós."



terça-feira, 21 de junho de 2011

O LÁPIS





O menino olhava a avó escrevendo uma carta.

A certa altura, perguntou:

- Você está escrevendo uma história?

A avó parou a carta, sorriu, e comentou com o neto:

- Estou escrevendo sobre você, é verdade. Entretanto, mais importante do que as palavras, é o lápis que estou usando. Gostaria que você fosse como ele, quando crescesse.

O menino olhou para o lápis, intrigado, e não viu nada de especial.

- Mas ele é igual a todos os lápis que vi em minha vida!

- Tudo depende do modo como você olha as coisas. Há cinco qualidades nele que, se você conseguir mantê-las, será sempre uma pessoa em paz com o mundo.

Primeira qualidade: você pode fazer grandes coisas, mas não deve esquecer nunca que existe uma mão que guia seus passos. Esta mão que podemos chamar de deus, deve sempre conduzi-lo em direção à sua vontade.

Segunda: de vez em quando, eu preciso parar o que estou escrevendo, e usar o apontador. isso faz com que o lápis sofra um pouco. Mas, no final, ele estará mais afiado. Portanto, saiba suportar algumas dores, porque elas o farão ser uma pessoa melhor.

Terceira: o lápis é companheiro da borracha para apagar o que estava errado. Entenda que corrigir uma coisa não é necessariamente algo ruim...


Quarta: o que realmente importa no lápis não é a madeira ou sua forma exterior, mas o grafite que está dentro. portanto, sempre cuide daquilo que acontece dentro de você.

Quinta: o lápis sempre deixa uma marca...

Portanto, lembre-se: tudo o que você fizer na vida, irá deixar traços...

Por isso, procure ser consciente de cada ação e que os seus desenhos sejam lindos! 



O TEMPO




Tudo tem a sua ocasião própria, e há tempo para todo propósito debaixo do céu.

Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;

Há tempo de adoecer, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar;

Há tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar;

Há tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntá-las; tempo de abraçar, e tempo de abster-se de abraçar;

Há tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de jogar fora;

Há tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar;

Há tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz.


"O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem.

Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis."