SOMOS ESPÍRITOS IMORTAIS

SOMOS ESPÍRITOS IMORTAIS
Mostrando postagens com marcador emmanuel. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador emmanuel. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Separações (André Luiz / Chico Xavier)

Separações (André Luiz / Chico Xavier)




Nas construções do bem, é forçoso contar com a retirada de muitos companheiros e, em muitas ocasiões, até mesmo daqueles que se nos fazem mais estimáveis.



É preciso agüentar a separação, quando necessária, como as árvores toleram a poda.

...

Erro grave reter conosco um ente amigo que anseia por distância.



Em vários casos, os destinos assemelham-se às estradas que se bifurcam para atender aos desígnios do progresso.



Não servir de constrangimento para ninguém.



Se alguém nos abandona, em meio de empreendimento alusivo à felicidade de todos e se não nos é possível atender à obra, em regime de solidão, a Divina Providência suscita o aparecimento de novos companheiros que se nos associam à luta edificante.



Nunca pedir ou exigir de outrem aquilo que outrem não nos possa dar.



Não menosprezar a quem quer que seja.



Saibamos orar em silêncio, uns pelos outros.



Apenas Deus pode julgar o íntimo de cada um.



(André Luiz / Chico Xavier - Livro: Sinal Verde)

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Persiste e Segue - Emmanuel / Chico Xavier.

"Portanto, tornai a levantar as mãos cansadas
 e os joelhos desconjuntados."
Paulo -Hebreus, 12:12

O lavrados desatento quase sempre escuta as sugestões do cansaço.
Interrompe o serviço, em razão da tempestade,
e a inundação lhe rouba a obra começada e lhe
aniquila a coragem incipiente.

Descansa, em virtude dos calos que a enxada lhe ofereceu,
 e os vermes se incubem de anular-lhe o serviço.

Levanta as mãos, no princípio, mas não sabe
"tornar  a levantá-las",
na continuidadeda tarefa,
e perde a colheita.

O viajor, potr sua vez, quando invigilante,
não sabe chegar convenientemente ao termo da jornada.

Queixa-se da canícula e adormece na penumbra de ilusórios
abrigos, onde inesperados perigos o surpreendem.

De outras vezes, salienta a importância dospés ensanguentados
 e deita-se às margens da senda,
transformando-se em mendigo comum.

Usa os joelhos sadios,
não dispondo, todavia. a mobilizá-los quando desconjuntados e feridos,
e perde a alegria de alcançar a meta na ocasião prevista.

Assim acontece conosco na jornada espiritual.
A luta é o meio.
O aprimoramento é o fim.
A desilusão amarga.
A dificuldade complica.
A ingratidão dói.
A maldade fere.

Todavia, se abandonarmos o campo do coração por não sabermos levantar as mãos,
de novo, no esforço persistente, oe vermes do desânimo
proliferarão, precípites, no centro de nossas mais caras esperanças,
e se não quisermos marchar, de joelhos desconjuntados,
é possivel sejamos retidos pela sombra de falsos refúgios,
durante séculos consecutivos.

Emmanuel / Chico Xavier

domingo, 1 de janeiro de 2012

Não duvides - Emmanuel/Chico Xavier

"...O que duvida é semelhante à onda do mar,
que é levada pelo vento e lançada de uma para outra parte."
Tiago,1:6

Em teus atos de fé e esperança , não permitas que a dúvida se interponha, como sombra,
entre a tua  necessidade e o poder do SENHOR.

A força coagulante de teus pensamentos, nas realizações que empreendes,
procede de ti mesmo, das entranhas de tua alma,
porque somente aquele que confia consegue perseverar no levantamento
dos degraus que o conduzirão à altura que deseja atingir.

A dúvida, no plano externo, pode auxiliar a experimentação,
nesse ou naquele setor do progresso material,
mas a hesitação no mundo íntimo é o dissolvente de nossas melhores energias.

Quem duvida de si próprio,
perturba o auxilio divino em si mesmo.

Ninguém pode ajudar àquele que se desajuda .

Compreendendo o impositivo de confiança que deve nortear-nos para a frente,
insistamos no bem,
procurando-o com todas as possibilidades ao nosso alcance.

Abandonemos a pressa e olvidemos o desânimo.

Não importa que a nossa conquista surja triunfante hoje ou amanhã.

Vale trabalhar e fazer o melhor que pudermos,
aqui e agora, porque a vida se incumbe de
trazer-nos aquilo que buscamos.

Avançar sem vacilações,
amando,
aprendendo
e servindo infatigavelmente -
eis a fórmula de caminhar com êxito,
ao encontro de nossa vitória.

E, nessa peregrinação incansável, não nos esqueçamos de que
a dúvida será sempre o frio derrotismo a
inclinar-nos para a negação e para a morte.

Fonte Viva: Emmanuel/Chico Xavier










quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Busquemos o Melhor

Não julgue, para não ser julgado.
" Por que reparas o argueiro no olho de teu irmão?'
Jesus.
Mateus:7:3.

A pergunta do Mestre, ainda agora, é clara e oportuna.
Muitas vezes, o homem que traz o argeiro num dos olhos traz igualmente consigo os pés sangrando,
Depois de laboriosa jornada na virtude, ele revela as mãos calejadas no trabalho e tem o coração ferido por mil golpes da ignorancia e da inexperiência.
É imprescindível habituar a visão na procura do melhor, a fim de que não sejamos ludibriados pela malícia que nos é própria.
Comumente, pelo vezo de buscar bagatelas, perdemos o ensejo das grandes realizações.
Colaboradores valiosos e respeitáveis são relegados à margem por nossa irreflexão, em muitas circunstâncias simplemente porque são portadores de leves defeitos ou de sombras insignificantes do prtérito, que o movimento em serviço poderia sanar ou dissipar.
Nódulos na madeira não impedem a obra do artífice e certos trechos emperados do campo não conseguem frustar o esforço do lavrador na produção da semente nobre.
Aproveitemos o irmão de bo´-vontade, na plantação do bem, olvidando as nugas que lhe cercam a vida.
Que seria de nós se JESUS não ns desculpasse os erros e as defecções da cada dia?
E, se esperamos alcançar a nosa melhoria, contando com a benemerência do Senhor, porque negar ao próximo a confiança no futuro?
Consagremo-nos à tarefa que o Senhor nos reservou na edificação do bem e da luz e estejamos convictos de que, assim agindo, o argueiro que incomoda o olho do vizinho, tanto quanto a trave que nos obscurece o olhar, se desfarão espontaneamente, restituindo-nos a felicidade e o equilibrio, através da incessante renovação.
Fonte Viva- Emmanuel/Chico Xavier

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Não duvides

"...O que duvida é semelhante à onda do mar, que é levada pelo vento
e lançada de uma para outra parte." -
Tiago,1:6

Em teus atos de fé e esperança, não permitas que a dúvida se interponha, como sombra, entre a tua necessidade e o poder do Senhor.

As força coagulante de teus pensamentos, nas realizações que empreendes, procede de ti mesmo, das entranhas de tua alma, porque somente aquele que confia consegue perseverar no levantamento dos degraus que o conduzirão à altura que deseja atingir.

A dúvida, no plano externo. pode auxiliar a experimentação, nesse ou naquele setor do progresso material, mas a hesitação no mundo intimo é o dissolvente de nossas melhoras energias.
 Quem duvida de si próprio, perturba o auxilio divino em si mesmo.

Ninguém pode ajudar àquele que se desajuda.

Compreendendo o impositivo de confiança que deve nortear-nos para a frente, insistamos no bem, procurando-o com todas as possibilidades ao nosso alcançe.

Abandonemos a pressa e olvidemos o desânimo.

Não importa que a nossa conquista surja triunfante hoje ou amanhã.

Vale trabalhar e fazer o melhor que pudermos, aqui e agora, porque a vida se incumbe de trazer-nos aquilo que buscamos.

Avançar sem vacilações, amando,aprendendo e servindo infatigavelmente - eis a fórmula de caminhar com êxito, ao encontro de nossa vitória. E, nessa peregrinação incansável, não nos esqueçamos de que a dúvida será sempre o frio do derrotismo a inclinar-nos a negação e para a morte.

Fonte: FONTE VIVA - Chico Xavier/ Emmanuel

terça-feira, 8 de novembro de 2011

MENINOS ESPIRITUAIS

"Porque qualquer que se alimenta de leite
não está experimentado na palavra da justiça, pois é menino."
(Paulo. - Hebreus, 5:13)

Emmanuel/Chico Xavier
Na apreciação dos companheiros de luta, que nos integram o quadro de trabalho diário, é útil não haja choques, quando, inesperadamente, surgirem falhas e fraquezas.
Antes da emissão de qualquer juízo, é conveniente conhecer o quilate dos valores espirituais em exame.
Jamais prescindamos da compreensão ante os que se desviam do caminho reto.
 A estrada percorrida pelo homem experiente está cheia de crianças dessa natureza.
Deus cerca os passos do sábio, com as expressões da ignorância, a fim de que a sombra receba luz e para que essa mesma luz seja glorificada.
Nesse intercâmbio substancialmente divino, o ignorante aprende e o sábio cresce.
Os discípulos de boa-vontade necessitamda sncera atitude de observação e tolerância.
É natural que se regozijem com o alimento rico e substancioso com que lhes é dado nutrir a alma; no entanto, não desprezem outros irmãos, cujo organismo espiritual ainda não tolera senão o leite simples dos primeiros conhecimentos.
Toda criança é frágil e ninguém deve condená-la por isso.
Se tua mente pode librar de vôo mais alto, não te esqueças dos que ficaram no ninho onde nasceste e onde estiveste longo tempo, completando a plumagem.
Diante dos teus olhos deslumbrados, alonga-se o infinito.
Eles estarão contigo, um dia, e, porque a união integral esteja tardando, não os abandones ao acaso, nem lhes recuses o leite que amam e de que ainda necessitam.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

JOIO

"\Deixai crescer ambos juntos até à ceifa e, por ocasião
da ceifa, direi aos cefeiros: Colhei primeiro o joio e
atai-o em molhos para queimar."
JESUS -(Mateus,13:30)


Emmanuel


Quando Jesus recomendou o crescimento simultâneo do joio e do trigo, não quis senão demonstrara sublime tolerância celeste, no quadro das experiências da vida.

O Mestre nunca subtraiu as oportunidades de crescimento e santificação do homem e, nesse sentido, o próprio mal, oriundo das paixões menos dignas, é pacientemente examinado por seu infinito amor, sem ser destruído de pronto.

Importa considerar, portanto, que o joio não cresce por relaxamento do Lavrador Divino, mas sim porque o otimismo do celeste Semeador nunca perde a esperança na vitória final do bem.

O campo do Cristo é região de atividade incessante e intensa. Tarefas espantosas mobilizam falanges heróicas; contudo, apesar de dedicação e da vigilância dos trabalhadores, o joio surge, ameaçando o serviço.

Jesus, porem, manda aplicar processos defensivos com base na iluminação e na misericórdia.

O tempo e a benção do Senhor agem devagarinho e os propósitos inferiores se transubstanciam.

O homem comum ainda não dispõe de visão adequada para identificar a obra renovadora.

Muitas plantas espinhosas ou estéreis são modificadas em sua natureza essencial pelos filtros amorosos do Administrador da Seara, que usa afeições novas, situações diferentes, estímulos inesperados ou responsabilidades ternas que falem ao coração; entretanto, se chega a época da ceifa, depois do tempo da expectativa e observação, faz-se então necessária a eliminação do joio em molhos.


A colheita não é igual para todas as sementes da terra. Cada espécie tem o seu dia, a sua estação.

Eis por que, aparecendo o tempo justo, de cada homem e de cada coletividade exige-se a extinção do joio, quando os processos transformadores de Jesus foram recebidos em vão. Nesse instante, vemos a individualidade ou o povo a se agitarem através de aflições e hecatombes diversas, em gritos de alarme e socorro, como se estivessem nas sombras de naufrágio inexorável.

No entanto, verifica-se apenas a destruição de nossas aquisições ruinosas ou inúteis. E, em vista do joio ser atado,aos molhos uma dor nunca vem sozinha.

(Vinhas de Luz Emmanuel -Chico Xavier)

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Credores Diferentes

"Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos." Jesus -(Mateus,5:44)

Emmanuel :
O problema do inimigo sempre merece estudos mais acurados.
Certo, ninguém poderá aderir,à completa união com o adversário do dia de hoje, como Jesus não pôde rir-se com os perseguidores , no martíri do Calvário.
Entretanto, a advertência do Senhor, conclama-nos a amar os inimigos, reveste-se de profunda signioficação em todas as facetas pelas quais a examinemos, mobilizando os instrumentos da análise comum.
Geralmente, somos devedores de altos benef[icios a quantos nos perseguem e caluniam; constituem os instrumentos que nos trabalham a individualidade, compelindo-nos a renovações de elevado alcance que raramente compreendemos  nos instantes mais graves da experiência.  São eles que nos indicam as fraquezas, as deficiências e as necessidades a serem atendidas na tarefa que estamos exwecutando.
Os amigos, em muitas ocasiões, são imprevidentes companheirios, porquanto contemporizam com o mal; os adversários, porém, situam-no com vigor.
Pela rudeza do inimigo, o homem comumente se faz rubro e indignado uma só vez, mas, pela complacência dos afeiçoados, torna-se pálido e acabrunhado. vezes sem conta.
Não queremos dizer com isto que a criatura deva cultivar inimizades; no entanto , somos daqueles que reconhevcem por beneméritos credores quantos nos proclamam as faltas.
São m´´edicos corajosos que nos facultam corretivo.
É difícil para muita gente, na Terra, a aceitação de semelhante verdade; todavia, chega sempre um instante em que entendemos o apelo do Cristo, em sua magna extensão.
(Vinhas de Luz)

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Com Caridade

Do Livro Pão Nosso
De Chico Xavier/Emmanuel

"Todas as vossas coisas sejam feitas  com caridade." - Paulo . (I CORÍNTIOS,16:14.)

Ainda existe muita gente que não entende outra caridade, além daquela que se veste de trajes humildese aos sábados ou domingos para repartir algum pão com os desfavorecidos da sorte, que, que aguarda calamidades públicas para manifestar-se ou que lança apelos comovedores nos cartazes da imprensa.

Não podemos discutir as intenções louváveis desse ou daquele grupo de pessoas; contudo, cabe-nos reconhecer que o dom sublime é de sublime extensão.

Paulo indica que a caridade, expressando amor cristão, deve abranger todas as manifestações de nossa vida.

Estender a mão e distribuir reconforto é iniciar a execução da virtude excelsa. Todas as potências do espírito, no entanto, devem ajustar-se ao preceito divino, porque há caridade em falar e ouvir, impedir e favorecer, esquecer e recordar . Tempo virá em que a boca, os ouvidos e os pés serão aliados das mãos fraternas nos serviços do bem supremo.

Cada pessoa, como cada coisa, necessita da contribuição da bondade de modo particular.
Homens que dirigem ou que obedecem reclamam-lhe o concurso santo, a fim de que sejam esclarecidos no departamento da Casa de Deus, em que se encontram. Sem amor sublimado, haverá sempre obscuridão, gerando complicações.

Desempenha tuas mínimas tarefas com caridade, desde agora. Se não encontras retribuição espiritual, no dominio do entendimento, em sentido imediato, sabes que o Pai acompanha todos os filhos devotadamente.
Há pedras e espinheiros?
Fixa-te em Jesus e passa.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Por Amor

Do livro: Caminho, verdade e vida
De: Chico Xavier /Emmanuel



Por Amor:




"Cegou-lhes os olhos e endureceu-lhes o coração, a fim de que não vejam com os olhos e compreendam no coração e se convertam e eu os cure."
(João,12:40)


Os planos mais humildes da Natureza revelam a Previdência Divina, em soberana expressão de desvelo e amor.

Os lírios não tecem as aves não guardam provisões e misteriosa força fornece-lhes o necessário.


A observação sobre a vida dos animais demonstra os extremos de ternura com que o Pai vela pela Criação desde o princípio: aqui, uma asa; acolá, um dente a mais; ali, desconhecido poder de defesa.

Afirma-se a grande revelação de amor em tudo.

No entanto, quando o Pai convoca os filhos à cooperação nas suas obras, eis que muita vez se salientam os ingratos, que convertem os favores recebidos, não em deveres nobres e construtivos, mas em novas exigências; então, faz-se preciso que o coração se lhes endureça cada vez mais, porque, fora do equilíbrio, encontrarão o sofrimento na restauração indispensável das leis externas desse mesmo amor divino.

]
Quando nada enxergam além dos aspectos materiais da paisagem transitória, sobrevém, inopinadamente, a luta depuradora.

É quando Jesus chega e opera a cura.


Só então torna o ingrato à compreensão da Magnanimidade Divina.

O amor equilibra, a dor restaura.

É por isso que ouvimos muitas vezes:

“Nunca teria acreditado em Deus se não houvesse sofrimento.”







quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Paciência e prodígio.





 
O Homem perguntou ao Trabalho:
 - Qual o elemento mais resistente que encontraste, observando a Natureza?!

-A pedra, respondeu o Trabalho.

A água que corria brandamente em derredor, escutou o que se dizia e, em

silêncio, descobriu um meio de pingar sobre a pedra e, com algum tempo,

abriu-lhe grande brecha, através da qual a água passava de um lado para

outro.

O Homem anotou o acontecido e indagou da água sobre
o instrumento que ela usara para realizar aquele prodígio.

A água humilde respondeu simplesmente:
 - Foi a Paciência.

(Emmanuel)

segunda-feira, 11 de julho de 2011

PACIÊNCIA

Chico Xavier - Emmanuel.


Quando as dificuldades atingem o apogeu, induzindo os companheiros mais valorosos a desertarem da luta pelo estabelecimento das boas obras, e prossegues sob o peso da responsabilidade que elas acarretam, na convicção de que não nos cabe descrer da vitória final...

Quando os problemas se multiplicam na estrada, pela invigilância dos próprios amigos, e te manténs, sem revolta, nas realizações edificantes a que te consagras...

Quando a injúria te espanca o nome, procurando desmantelar-te o trabalho, e continuas fiel às obrigações que abraçaste, sem atrasar o serviço com justificações ociosas...

Quando tentações e perturbações te ameaçam as horas, tumultuando-te os passos, e caminhas à frente, sem reclamações e sem queixas...

Quando te é lícito largar aos ombros de outrem a carga de atribuições sacrificiais que te assinala a existência, e não te afastas do serviço a fazer, entendendo que nenhum esforço é demais em favor do próximo...

Quando podes censurar e não censuras, exigir e não exiges...

Então, terás levantado a fortaleza da paciência no reino da própria alma.

Nem sempre passividade significa resignação construtiva.

Raramente pode alguém demonstrar conformidade, quando se encontre sob os constrangimentos da provação.

Paciência, em verdade, é perseverar na edificação do bem, a despeito das arremetidas do mal, e prosseguir corajosamente cooperando com ela e junto dela, quando nos seja mais fácil desistir.

sábado, 9 de abril de 2011



BIOGRAFIA DE EMMANUEL





                          Emmanuel, exatamente assim, com dois "m" se encontra grafado o nome do espírito, no original francês "L'évangile selon le spiritisme", em mensagem datada de Paris, em 1861 e inserida no cap. XI, item 11 da citada obra, intitulada "O egoísmo".

                        O nome ficou mais conhecido, entre os espíritas brasileiros, pela psicografia do médium mineiro Francisco Cândido Xavier. Segundo ele, foi no ano de 1931 que, pela primeira vez, numa das reuniões habituais do Centro Espírita, se fez presente o bondoso espírito Emmanuel.

                      Descreve Chico: "Via-lhe os traços fisionômicos de homem idoso, sentindo minha alma envolvida na suavidade de sua presença, mas o que mais me impressionava era que a generosa entidade se fazia visível para mim, dentro de reflexos luminosos que tinham a forma de uma cruz."

                         Convidado a se identificar, apresentou alguns traços de suas vidas anteriores, dizendo-se ter sido senador romano, descendente da orgulhosa "gens Cornelia" e, também sacerdote, tendo vivido inclusive no Brasil.

                        De 24 de outubro de 1938 a 9 de fevereiro de 1939, Emmanuel transmitiu ao médium mineiro as suas impressões, dando-nos a conhecer o orgulhoso patrício romano Públio Lentulus Cornelius, em vida pregressa Públio Lentulus Sura, e que culminou no romance extraordinário : Há dois mil anos.

                      Públio é o homem orgulhoso, mas também nobre. Roma é o seu mundo e por ele batalha. Não admite a corrupção, mostrando, desde então, o seu caráter íntegro. Intransigente, sofre durante anos, a suspeita de ter sido traído pela esposa a quem ama.

                    Para ela, nos anos da mocidade, compusera os mais belos versos: "Alma gêmea da minhalma/ Flor de luz da minha vida/ Sublime estrela caída/ Das belezas da amplidão..." e, mais adiante: "És meu tesouro infinito/ Juro-te eterna aliança/ Porque eu sou tua esperança/ Como és todo o meu amor!"

                     Tem a oportunidade de se encontrar pessoalmente com Jesus, mas entre a opção de ser servo de Jesus ou servo do mundo, escolhe a segunda.

                 Não é por outro motivo que escreve, ao início da citada obra mediúnica: "Para mim essas recordações têm sido muito suaves, mas também muito amargas. Suaves pela rememoração das lembranças amigas, mas profundamente dolorosas, considerando o meu coração empedernido, que não soube aproveitar o minuto radioso que soara no relógio da minha vida de Espírita, há dois mil anos."

                  Desencarnou em Pompéia, no ano de 79, vítima das lavas do vulcão Vesúvio, cego e já voltado aos princípios de Jesus.

                 Cincoenta anos depois, no ano de 131, ei-lo já de retorno ao palco do mundo. Nascido em Éfeso, de origem judia, foi escravizado por ilustres romanos que o conduziram ao antigo país de seus ascendentes. Nos seus 45 anos presumíveis, Nestório mostra no porte israelita, um orgulho silencioso e inconformado.

               Apartado do filho, que também fora escravizado, tornaria a encontrá-lo durante uma pregação nas catacumbas onde ele, Nestório, tinha a responsabilidade da palavra. Cristão desde os dias da infância, é preso e, após um período no cárcere, por manter-se fiel a Jesus, é condenado à morte.

             Junto com o filho, Ciro, e mais uma vintena de cristãos, num fim de tarde, foi conduzido ao centro da arena do famoso circo romano, situado entre as colinas do Célio e do Aventino, na capital do Império.

            Atado a um poste por grossas cordas presas por elos de bronze, esquelético, munido somente de uma tanga que lhe cobria a cintura, até os rins, teve o corpo varado por flechas envenenadas. Com os demais, ante o martírio, canta, dirigindo os olhos para o Céu e, no mundo espiritual, é recebido pelo seu amor, Lívia.

         Pelo ano 217, peregrina na Terra outra vez. Moço, podemos encontrá-lo nas vestes de Quinto Varro, patrício romano, apaixonado cultor dos ideais de liberdade. Afervorado a Jesus, sente confranger-lhe a alma a ignorância e a miséria com que as classes privilegiadas de Roma mantinham a multidão.

         O pensamento do Cristo, ele sente, paira acima da Terra e, por mais lute a aristocracia romana, Varro não ignora que um mundo novo se formava sobre as ruínas do velho.

         Vítima de uma conspiração para matá-lo, durante uma viagem marítima, toma a identidade de um velho pregador de Lyon, de nome Corvino. Transforma-se em Irmão Corvino, o moço e se torna jardineiro. Condenado à decapitação, tem sua execução sustada após o terceiro golpe, sendo-lhe concedida a morte lenta, no cárcere.

        Onze anos após, renasce e toma o nome de Quinto Celso. Desde a meninice, iniciado na arte da leitura, revela-se um prodígio de memória e discernimento.

        Francamente cristão, sofreu o martírio no circo, amarrado a um poste untado com substância resinosa ao qual é ateado fogo. Era um adolescente de mais ou menos 14 anos.

         Sua derradeira reencarnação se deu a 18 de outubro de 1517 em Sanfins, Entre-Douro-e-Minho, em Portugal, com o nome de Manoel da Nóbrega, ao tempo do reinado de D. Manoel I, o Venturoso.

         Inteligência privilegiada, ingressou na Universidade de Salamanca, Espanha, aos 17 anos. Aos 21, está na faculdade de Cânones da Universidade, onde freqüenta as aulas de direito canônico e de filosofia, recebendo a láurea doutoral em 14 de junho de 1541.

         Vindo ao Brasil, foi ele quem estudou e escolheu o local para a fundação da cidade de São Paulo, a 25 de janeiro de 1554. A data escolhida, tida como o dia da Conversão do apóstolo Paulo, pretende-se seja uma homenagem do universitário Manoel da Nóbrega ao universitário Paulo de Tarso .

          O historiador paulista Tito Lívio Ferreira, encerra sua obra "Nóbrega e Anchieta em São Paulo de Piratininga" descrevendo: "Padre Manoel da Nóbrega fundara o Colégio do Rio de Janeiro. Dirige-o com o entusiasmo de sempre. Aos 16 de outubro de 1570, visita amigos e principais moradores. Despede-se de todos, porque está, informa, de partida para a sua Pátria. Os amigos estranham-lhe os gestos. Perguntam-lhe para onde vai. Ele aponta para o Céu.

         No dia seguinte, já não se levanta. Recebe a Extrema Unção. Na manhã de 18 de outubro de 1570, no próprio dia de seu aniversário, quando completava 53 anos, com 21 anos ininterruptos de serviços ao Brasil, cujos alicerces construiu, morre o fundador de São Paulo.

        E as últimas palavras de Manoel da Nóbrega são: ` Eu vos dou graças, meu Deus, Fortaleza minha, Refúgio meu, que marcastes de antemão este dia para a minha morte, e me destes a perseverança na minha religião até esta hora.'

       E morreu sem saber que havia sido nomeado, pela segunda vez, Provincial da Companhia de Jesus no Brasil: a terra de sua vida, paixão e morte."

       A título de curiosidade, encontramos registros que o deputado Freitas Nobre, já desencarnado na atualidade, declarou, em programa televisivo da TV Tupi de São Paulo), na noite de 27 para 28 de julho de 1971, que ao escrever um livro sobre Anchieta, teve a oportunidade de encontrar e fotografar uma assinatura de Manuel da Nóbrega, como E. Manuel.

       Assim, o E inicial do nome do mentor de Francisco Cândido Xavier se deveria à abreviatura de Ermano, o que, segundo ele, autorizaria a que o nome fosse grafado Emanuel, um "m" somente e pronunciado com acentuação oxítona.

Fonte: http://www.useregionaljau.com.br/Biografias/Biografia%20Emmanuel%20Pagina%204.htm